O presente livro registra os casos de dengue ocorridos nos últimos 14 anos, com dados estatísticos relatados pelo Ministério da Saúde e pela imprensa. Também há outros casos de arbovirose como a febre amarela e a febre zika tratados pela imprensa na época do ocorrido.
Os picos de casos notificados da dengue foram nos anos de 2015 e 2024, quando houve o maior número já registrado no Brasil. Na cidade de São Paulo (Vila Jaguara, São Miguel Paulista, Parque São Domingos e Itaquera), ocorreram mais registros da doença.
O livro procura mostrar desde o tipo de criadouro, notadamente, os maiores até o movimento dos insetos e seus abrigos, e entender sua dispersão do ponto de vista empírico, buscando dar visibilidade em sua relação causal, e também ajudar a compreender sua relação com o meio ambiente, a degradação urbana e a dinâmica imobiliária. Além disso, inicia um diálogo sobre a influência da crise climática, aquecimento dos oceanos (El Niño), alteração da temperatura, umidade relativa do ar e pluviosidade do planeta, no aspecto de se criar ambientes favoráveis à proliferação de insetos.
A forma de combate tradicional do mosquito Aedes aegypti tem o foco no encontro e na eliminação de criadouros de larvas e nebulização dos mosquitos adultos. Assim, o objetivo central deste livro é dar relevância ao combate ao mosquito da dengue a partir do mosquito adulto, com boletim específico e a necessidade de armadilhas para entender a entomologia do inseto.
São dados procedimentos e sugestões que sustentarão este modelo, podendo encontrar uma alternativa de combate e estabelecer um processo, elaborando dados, oferecendo visibilidade do campo e facilitando o planejamento estratégico. Enfim, busca-se ampliar a visão sobre a relação da arbovirose, especificamente o mosquito da dengue, e a complexidade do meio ambiente.