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Estudar a história do Brasil não é fácil e demanda, além de um esforço arqueológico, que mantenhamos certa isenção analítica. Somos ávidos importadores de soluções culturais alienígenas e temos o cacoete de imputar ao nosso longínquo passado colonial português e monárquico a culpa exclusiva pelos problemas nacionais contemporâneos, como se estivéssemos irremediavelmente fadados ao fracasso enquanto civilização.
Quanto ao estudo da história policial brasileira, a questão não é diferente, e aos problemas anteriores somam-se as análises elaboradas exclusivamente sob a influência do marxismo cultural, cuja concepção desde o início é depreciativa da polícia, atribuindo à instituição a pecha de ser o conceito social supremo da sociedade burguesa e, ao seu objetivo assecuratório, a balda de significar a garantia do egoísmo, sendo esse enfoque, consequentemente, inconveniente.
Dessarte, ao invés do materialismo histórico e da teoria crítica, optamos por uma abordagem sincrética da história policial brasileira, para clarificar que, de fato, ela nunca foi um fenômeno isento ao longo do tempo, tendo também sofrido os efeitos do poder, mas sem o reducionismo das tensões de classes. Aliás, no dizer de Vendelin Hreblay, a polícia ao serviço da política, há muito que é considera da uma aliada oculta, eficaz e perigosa do poder.

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Descrição

Estudar a história do Brasil não é fácil e demanda, além de um esforço arqueológico, que mantenhamos certa isenção analítica. Somos ávidos importadores de soluções culturais alienígenas e temos o cacoete de imputar ao nosso longínquo passado colonial português e monárquico a culpa exclusiva pelos problemas nacionais contemporâneos, como se estivéssemos irremediavelmente fadados ao fracasso enquanto civilização.
Quanto ao estudo da história policial brasileira, a questão não é diferente, e aos problemas anteriores somam-se as análises elaboradas exclusivamente sob a influência do marxismo cultural, cuja concepção desde o início é depreciativa da polícia, atribuindo à instituição a pecha de ser o conceito social supremo da sociedade burguesa e, ao seu objetivo assecuratório, a balda de significar a garantia do egoísmo, sendo esse enfoque, consequentemente, inconveniente.
Dessarte, ao invés do materialismo histórico e da teoria crítica, optamos por uma abordagem sincrética da história policial brasileira, para clarificar que, de fato, ela nunca foi um fenômeno isento ao longo do tempo, tendo também sofrido os efeitos do poder, mas sem o reducionismo das tensões de classes. Aliás, no dizer de Vendelin Hreblay, a polícia ao serviço da política, há muito que é considera da uma aliada oculta, eficaz e perigosa do poder.

Informação adicional

Peso 0,600 g
Dimensões 23 × 16 × 25,6 cm
Autor