Cem sonetos não é um limite, uma marca ou um porto de destino, mas uma viagem pela vida, desde o nascimento “Quando eu nasci” até seu ocaso “A luz de meu pai.
Não há um roteiro definido ou cronológico. O ponto de partida e o ponto de chegada não estão distantes entre si. Às vezes se confundem entre o religioso e o relógio da existência, perpassando pelos costumes, ecologia, política. Como disse Fernando Pessoa: o poeta é um fingidor. Portanto o livro não é uma autobiografia, mas uma análise poética da vida, com seus percalços e conquistas, construída sobre sonetos predominantemente decassílabos.
A seriedade de títulos como “Violência”, “Adultério” e “Eucaristia” contrasta com a leveza de outros como “Tantas” e “Menina” ou apaixonados como “Agridoce” e “Amor da minha vida”. Fala também da “Arte de ser poeta” faz homenagens ao “Papa Francisco e a “Mulher”, entre outras. Leia o livro e se te bater aquela “Saudade”, abra o “Velho baú” de “Lembranças” e reveja seu álbum de “Fotografias”.


