Isaac Newton provou cientificamente que o branco, enquanto cor, é a fusão de todas as outras cores que vemos. Albert Einstein disse que a ciência sem a religião é paralítica e a religião sem a ciência é cega.
Portanto, desta reunião reluzente, eu faço o nosso presente! O vermelho do amor, o verde da esperança, o amarelo da prosperidade, o azul do céu e do mar, conjugados na candura da paz, em nome de um Natal Branco Branquinho, a ti, ao mundo todo, com carinho.
Pode parecer coisa de sonhador, notadamente num tempo em que o Natal é reduzido a mais uma de tantas bandalheiras que já somos obrigados a testemunhar dia e noite. Pode aparentar delírio de poeta, mormente num tempo em que a homenagem devida a Jesus Cristo de Nazaré não pode contar com a oração, com a meditação, com a comunhão, com a compaixão, com a reverência, com a decência, com o clamor e, menos ainda, com o amor de uns para com os outros, modo maior de proceder em memória Dele.
Pode assemelhar-se com falta de maturidade ou excesso de ingenuidade, principalmente num tempo em que a noite de Natal se contextualiza por crianças disputando brinquedos, no lugar de brincarem juntas; falação insuportável da vida alheia, como se a de quem fala fosse perfeita; elementos que vêm pela mesa farta e pela bebida boa e não pelo anfitrião, o que se prova quando o mesmo faz um brinde solene e escolhe uma música comovente, e os convidados, depois de rirem, caem de boca no que foi servido.
Enfim, pode parecer um quixotesco sonho impossível, quando o Natal, no lugar da celebração máxima de virtudes que deveriam conduzir o dia a dia e a vida de todas as pessoas, é reduzido a um feriado qualquer em que todos estão ocupados demais para qualquer consciência.
Ocorre que eu tenho a prova de que não pode e nem deve ser assim. A prova chama-se Claudia Cristina Ferrari Henriques, que, mais do que minha mulher amada, é minha musa inspiradora cuja motivação, cujo estímulo, cujo fortalecimento, cujo acalento são os ombros sobre os quais vejo mais longe e dos quais trago a revelação e o testemunho de que o Natal Branco Branquinho é possível e, até mais, é exigível.
É devido a um mundo mais carinhoso, mais polido e mais bonito. Que este livrinho traga fundamentos suficientes para que todos os dias, semanas, meses, anos, Natais e toda nossa vida, sejam Brancos Branquinhos, a um mundo com mais carinho.