A busca por sabedoria deve se dar em cada estação da vida. Mas, frequentemente, buscamos ser inteligentes na resposta às demandas diárias, acumulamos conhecimento para atingir níveis intelectuais diferenciados para o trabalho ou para o destaque na comunidade em que vivemos e, na ânsia de alcançar o que estipulamos como meta, raramente nos damos por satisfeitos quando contemplamos o feito acabado.
Regularmente, julgamos o tempo e a capacidade empregada de forma errônea e concluímos que poderíamos ter feito mais e melhor. Porém, o que realmente faltou foi sabedoria porque, com ela, mora também o contentamento.
Quando entendemos que nos faltou o discernimento na busca por sabedoria pelas estações pelas quais já atravessamos na vida e que, reiteradamente, a confundimos com o acúmulo de conhecimento, nos resta ainda um consolo da parte dAquele que a detém: nosso Aba.
Com Deus, mora a sabedoria, e só a acessamos através da mente dEle. E o maior consolo é que esse acesso está disponível a nós em cada fase de vida por que atravessamos, e nunca será tarde demais para adquirir e viver a plenitude daquilo que Ele planejou para vivermos.
Sabedoria ao Entardecer é um convite à busca pela plenitude de Deus também na última estação da vida.
Uma trilha sobre quem fomos às estações anteriores e um incentivo a acreditarmos que, ainda que tudo falte ou falhe nos estágios anteriores, não é tarde para começar no tempo que nos resta para viver.
Mesmo porque, a vida é agora e também é ao vivo.
Refletir sobre tudo o que escrevo me faz perceber que não há nada mais sublime e doce do que poder viver o meio da vida com a perspectiva do fim.