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Desde os primórdios da consciência até as expressões religiosas e filosóficas do mundo contemporâneo, a humanidade construiu inúmeros caminhos para tentar compreender o mistério da existência, o sentido da vida e aquilo que transcende o visível. Cada cultura, cada povo e cada época respondeu a essa busca à sua maneira – por meio de ritos, símbolos, narrativas, silêncios e reflexões. Este Dicionário das Religiões percorre essa diversidade com respeito, cuidado e rigor. Entre milhares de crenças, tradições espirituais e sistemas de pensamento existentes, foram selecionadas e organizadas, em ordem alfabética, 270 formas distintas de relação com o Sagrado – número que permanece aberto, pois a experiência humana continua em permanente construção. Não se trata de uma obra de conversão, tampouco de juízo de valor. Aqui não se estabelecem hierarquias de fé, nem se propõe qualquer verdade absoluta. O que se oferece ao leitor é o reconhecimento da pluralidade como expressão legítima da condição humana e da liberdade de cada indivíduo em escolher – ou não – seu próprio caminho espiritual. Este livro convida à observação, à compreensão e à reflexão. Não para aderir, mas para ampliar o olhar. Não para concordar, mas para respeitar. Porque, apesar das muitas formas, a busca que move o ser humano é, em essência, a mesma. -
O Jacaranda decurrens é uma árvore de raízes profundas e existência milenar. Resiste ao tempo não pela rigidez, mas pela capacidade de se adaptar às mudanças do solo, do clima e das eras. Suas raízes não buscam pressa: aprofundam-se. Assim como essa árvore ancestral, a vida no planeta se organiza em camadas de tempo. Há existências breves e existências seculares. Tartarugas, aves migratórias e árvores testemunham ciclos que ultrapassam gerações humanas. Essas reflexões nascem da observação desse tempo ampliado um tempo que não se limita ao humano. Ao compreender que não somos o centro, mas parte de um macro ecossistema em evolução contínua, aprendemos que conviver é ajustar, corrigir e respeitar aquilo que nos antecede e nos ultrapassa. O tempo não exige pressa, nem perfeição. Exige apenas raízes profundas o suficiente para sustentar a travessia das eras. -
Você já parou para pensar que a vida tem uma lógica muito diferente do conceito de Direito que conhecemos? Eu já! Talvez você seja alguém que já colheu de campos que não plantou. Que já recebeu amor ou perdão imerecido. Ou talvez você carregue perguntas como estas: Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Onde está a justiça quando mais precisamos dela? Como seguir em frente quando a vida não faz sentido? Qualquer que seja sua resposta, você já experimentou o que este livro chama de “Muito Além do Direito” – e este livro é para você. Ele te convida a ser agente da graça – um favor imerecido, mas transformador – e responde às perguntas mais urgentes do coração humano: E se suas cicatrizes se tornassem fonte de cura? E se a justiça estivesse na compaixão, não na vingança? Através de histórias que retratam cada faceta da existência humana, “Muito Além do Direito” desafia você a repensar justiça, merecimento e propósito. Este livro não vai responder todas as suas perguntas, mas vai ensinar você a viver com elas de forma completamente diferente. E isso pode ser exatamente o que você precisa para uma vida surpreendente – uma vida que vai Muito Além do Direito. -
A agricultura brasileira busca produzir de maneira cada vez mais sustentável, e isso é uma parte importante do sistema alimentar global. Os bioinsumos desempenham um papel fundamental como insumos de origem biológica ou extratos de plantas de qualquer origem natural, que podem ser usados para controlar pragas, doenças e plantas daninhas, bem como para melhorar o rendimento das culturas e a qualidade do solo, contribuindo assim para um sistema agrícola mais equilibrado e saudável. Este é o objetivo do presente trabalho: trazer as informações práticas de uso dos bioinsumos na agricultura brasileira. -
O Monumento às Bandeiras, na capital paulista, represen ta os bandeirantes e o esforço coletivo no desbravamento do país, evidenciando a diversidade étnica das expedições, com portugueses, negros, mamelucos e indígenas puxando uma canoa de monções. A obra simboliza a força, a união e a coragem desses exploradores. O monumento foi escolhido para encerrar este livro por representar o valor do trabalho e homenagear os bandeirantes e desbravadores paulistas dos séculos XVI a XVIII. São Paulo é historicamente reconhecido como um estado onde o trabalho sempre foi valorizado. Criado pelo escultor modernista Victor Brecheret e inaugurado em 1953, o monumento localiza-se na Praça Armando de Sales Oliveira, no Ibirapuera. Feito em granito rosa de Ubá, Minas Gerais, possui 50 metros de comprimento, 12 metros de altura e 16 metros de largura, consolidando-se como um importante símbolo cultural e turístico paulista. -
Coisas do Coração" é uma jornada sensível pelas emoções que moldam a nossa existência. Cada poema deste livro revela, com simplicidade e profundidade, diferentes nuances do sentir humano. Assim, nas entrelinhas destes versos, Coisas do Coração convida você, leitor, a perceber a sensibilidade dos muitos caminhos do amor, da introspecção e da renovação interior. Portanto, cada poema é uma porta para dentro de si um espaço onde o coração pulsa, aprende, se refaz e floresce. -
O livro apresenta três situações distintas nas quais foi possível atender às realidades propostas por meio da regularização fundiária. Os textos correspondem a artigos elaborados durante o mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial, nos quais são relatadas as experiências vivenciadas na Agência Goiana de Habitação (Agehab) e as soluções encontradas para cada caso. As análises demonstram que a regularização fundiária envolve diversas especificidades, e que cada situação apresenta suas próprias peculiaridades. A atuação conjunta de diferentes atores, de múltiplas áreas e órgãos da administração pública, em prol do bem comum, permitiu alcançar os objetivos propostos nos casos abordados: o atendimento às populações em situação de vulnerabilidade. A união entre os poderes públicos possibilita amparar aqueles que, muitas vezes, não têm voz nem meios para resolver suas demandas. Assim, o funcionalismo público cumpre sua verdadeira essência: atender com eficiência e comprometimento os cidadãos menos favorecidos, garantindo-lhes o direito de ver suas necessidades reconhecidas e solucionadas. -
“A Hora é Agora” é a história real de uma mulher que, depois de enfrentar perdas profundas, solidão esmagadora e a vontade de simplesmente desaparecer, descobre a força inesperada que existe em recomeçar. Entre recordações da infância, o vínculo espiritual forte com o avô, o luto pela mãe e os desafios da vida adulta, a autora revela, com honestidade e sensibilidade, como transformou dor em coragem e queda em renascimento. Este livro é para quem já se sentiu perdido, para quem carrega cicatrizes silenciosas e para quem busca uma luz, mesmo que pequena, para seguir. Com uma escrita envolvente e visceral, “A Hora é Agora” mostra que sempre existe um caminho de volta para nós mesmos e que cada novo passo pode abrir portas para uma vida mais leve, verdadeira e cheia de significado. Um relato inspirador, tocante e profundamente humano – perfeito para quem acredita, ou precisa lembrar, que recomeçar é possível e necessário. -
A literatura é uma cruz: mesmo o seu braço horizontal já possui uma profundidade. Sua configuração aponta para todas as direções e sugere a circularidade e a busca do espanto e da emoção, incentiva a transgressão e rastreia, incessantemente, o sentido profundo; e na impossibilidade, expurga o uroboro e traz, em sua essência, a vocação demiúrgica e o garimpo exaustivo pela poesia. O poema radicaliza essa busca e, na concisão de sua forma, engendra uma profusão de sentidos e disseca o jogo de máscaras polissêmicas para desvendar a face fugidia da beleza e do espanto. O poeta, em sua dubiedade, tenta, desesperadamente, apaziguar sua alteridade e conciliar o seu duplo urdido no homem cartesiano e em seu eu lírico atormentado pelos seus incessantes lamentos diversos. -
Nenhum grupo sofreu tão intensamente a separação e Jeusamir Alves da Silva (Tata Ananguê) foi tão brutalmente obrigado a reconstruir sua leitura sobre si próprio e sobre seu lugar no mundo como os povos negros, forçados a reconstruir seu modo de vida e, portanto, sua identidade. Abandonar o lugar de origem, em termos de construção da identidade de um grupo, traz grandes danos, uma vez que o lugar em que vivemos não se associa apenas a um conjunto de memórias de infância. O termo Bantu aplica-se, hoje, também aos povos daquela região – e somam mais de duzentos milhões de pessoas que utilizam um daqueles idiomas. Portanto, quando se trata de Candomblé Bantu Angola, torna-se impossível querer que a casa do “outro” seja igual a daquele(a) que o discrimina. -
Há títulos que dizem tudo. “Simplesmente Deusa” não é apenas uma escolha feliz do autor, mas uma síntese da vida e da essência de Deusimar Rufino Souza. A simplicidade que marca sua caminhada é, ao mesmo tempo, a chave de sua grandeza. Nascida em Piripiri, no Piauí, e forjada nas lutas e desafios da vida, Deusimar construiu no Rio de Janeiro sua história de coragem, trabalho e fé. Ao lado de Raimundo Emílio, formou família e encontrou no Espiritismo não apenas uma doutrina, mas também uma missão de servir. Seus filhos, Lucas e Catarina, são parte desse legado de amor e dedicação. No Grupo Espírita de Estudos Bezerra de Menezes (Geebem), iniciou sua trajetória como obreira dedicada. Mais tarde, dividimos tarefas no Grupo Espírita Discípulos de Francisco de Paula (GEDFPA), e atualmente, ela dirige a Casa Espírita da Irmã Joana (CEIJ). Mas sua disposição em colaborar vai muito além: por meio dela, conheci diversas instituições espíritas e fiz novos amigos, sempre testemunhando sua capacidade de unir pessoas e fortalecer laços.