Como tantos outros, ele nascera num lar onde não pôde ficar, faltavam-lhe cuidados, atenção, até alimentos, mas, principalmente, amor. Ele ouvia, sentia, chorava e não era ouvido. Era preciso sensibilidade para isso. Também, como tantos outros, conseguiu encontrar um segundo lar com pais adotivos, irmãos. E então, lutou, venceu, foi amado e amou com todas as partículas de suas células. Distribuía afeto, afagos e “lambeijos” a todos que lhe dispensavam um pouco de atenção e carinho. Ele era quase gente e, muitas vezes, melhor do que muita gente.