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Há duas décadas, o autor foi profundamente marcado por uma reportagem ouvida no rádio: o encontro entre um homem esquecido e um cão sem dono, unidos por um amor silencioso e incondicional. Essa lembrança germinou como uma semente e agora floresce neste conto, que vai além do registro narrativo. É um convite à reflexão sobre o que nos torna humanos e sobre a lealdade instintiva dos cães. A narrativa entrelaça temas como racismo, bullying, infância em situação de rua, a dureza do internato e a solidão que persiste mesmo em meio à multidão. Um dos focos mais comoventes é a tentativa de mostrar que o cão, mesmo sem compreender nossa linguagem, entende nossos silêncios e compartilha nossas dores e alegrias com sensibilidade profunda. O conto é ilustrado com o objetivo de transformar cada página em uma tela viva, como um filme desenhado em papel. As imagens complementam as palavras, criando uma experiência sensorial onde o leitor vê, sente e respira cada cena. Mais do que ser lido, este livro deseja ser vivido. É uma obra que toca o coração e permanece na memória, como aquelas histórias que não passam — permanecem.