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O cenário é o Vale do Socorro, no Rio de Janeiro, no ano de 2004. A cidade é assolada por uma estranha sequência de desaparecimentos que começou com o misterioso sumiço do menino Guel. Este evento marcou o início de décadas de incertezas e medo. No meio deste caos, encontramos Aurora, Benjamin, Francisco, Oliver, Dante, Eloá e Heitor. Eles estão em uma busca constante por seu lugar neste mundo perturbado. Assombrados pelo mal que parece amaldiçoar o Vale, eles se veem envolvidos em uma luta contra o desconhecido. Enquanto buscam por respostas, eles acabam se dando conta de que nem tudo é o que parece. Este é um mundo onde as aparências enganam e a verdade pode ser mais assustadora do que qualquer ficção. -
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É difícil de buscar um denominador comum para sinopsar 49 contos e um poema, e mais difícil ainda é buscar um fator que transcorra bem desde a maternidade até o Rio de Janeiro, ou desde um circo triste e uma dupla chata até Maria Alice e uma máfia oca, mas acho que todas essas coisas se encontram em algum lugar agridoce. No final das contas, “Aquarela” trata-se simplesmente de cinquenta formas diferentes de falar da mesma coisa: liberdade. E, modéstia à parte, acredito que, pelo menos, uma delas possa atingir o leitor em cheio na caixa do peito. E pode falar: existe coisa melhor no mundo? -
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O que seis estranhos (ou quase) têm em comum? E o que acontece quando um ator frustrado e de coração partido, uma noiva amargurada, um homem lobo, uma mulher que teme o próprio chuveiro, uma adolescente que nunca abre os braços e um misterioso maquinista são forçados a passarem seus 100 dias finais juntos e presos num trem empacado na neve? Enquanto suas histórias se entrelaçam devagarinho e o passado e presente conversam e zombam de cada um dos passageiros, nossos heróis começam a se questionar se sequer estão lúcidos. A realidade e a fantasia se encontram e o trem os tortura, pondo suas próprias inseguranças e fantasmas à prova. E ali, todos se perguntam se as conexões que construíram serão o suficiente, e descobrindo o que realmente significa estar vivos.