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Todos nós somos divididos, não acham? Perdemos alguma parte de nós através dos choques do dia a dia. Talvez já nasçamos partidos, mais do que imperfeitos. Um copo d'água pode estar incompleto, mais a água dentro dele é uma. Nós talvez não. Somos incompletos e talvez estilhaçados no que sobra desta incompletude. A dor nossa de cada dia. Não apenas o mel, mas o amargor. A idade se aproximando, o destino de cada um. Misto de fragmentos de ficção e pensamentos, este trabalho visa afrontar a visão normal dos eventos e situações do mundo, visto aqui como, em parte, absurdo. Um tema que comparece em um número significativo de vezes é a velhice, a decadência, não moral (seria muito), mas física do ser humano que declina a cada dia. Com dificuldade de cumprir tarefas simples como amarrar um sapato. A relação com o semelhante, com a moça que passa no condomínio, uma relação puramente visual e rechaçada, também recebe a lupa do escritor, que também transita heroicamente pelo mundo polarizado do Brasil atual e suas peculiaridades.