Solilóquios em Transe II é o resultado de um processo de criação intensivo e prolongado, que durou dois anos. Este período foi marcado por inúmeras noites em claro, que se estendiam até o amanhecer, momento em que as ideias começavam a tomar forma e a surgir com o nascer do dia. O processo de escrita era como um monólogo introspectivo, realizado à luz de uma vela, com o silêncio das pedras do lado de fora servindo como um escudo para evitar distrações e manter o foco na contemplação do universo.

O título do livro é bastante sugestivo e reflete a natureza da obra. É um transe literário que estabelece um diálogo profundo com o leitor, alcançando as profundezas de sua alma. Este diálogo é intensificado pelo som dos atabaques que ecoam ao fundo, e pelas sombras que dançam sobre os corpos adormecidos, criando uma atmosfera mística e envolvente.

A busca pelo sentido da vida é o tema central da obra. Através de uma abordagem mística, o livro convida o leitor a embarcar em uma jornada de autoconhecimento e reflexão sobre a existência.