• Abi não sabia por onde pegar o violino, tinha receio com suas unhas salientes de arranhá-lo, que pudesse machucá-lo, como ele próprio que estava machucado. Então pegou o violino como se pega um recém-nascido, da forma mais delicada possível, e tentou encaixá-lo entre o ombro e o queixo. Tentou várias vezes, mas Abi quase que não tinha mais ombro nem queixo. Novamente tentou, que era uma questão de vida para ele que não sabia se conseguiria pegar um outro violino em sua vida, que estava se exaurindo a passos largos. Enfim, o encaixou, mesmo com dor, e com o arco, tentou uma estocada. Outra estocada, e o violino gemeu. Não queria liberar o som, como se estivesse engasgado. Por isso, se desesperou. Abi arrancou uma nota, e o violino começou a chorar. Ele, chorando junto, sem largar do violino, e uma sonata nascia sem autoria de ninguém, mas do desespero da vida, irrigada com as lágrimas de Abi. E a Riva, após muito tempo, também chorava copiosamente, até que Abi, vagarosamente, foi estacionando a sua alma no lugar, dando o último tom silencioso do violino, como se fosse um velório. Desencaixou a relíquia do altar de sua angústia e o depositou de volta no estojo, no seu baú fúnebre, como se despedisse de um ente santo que nunca mais ia ver.
  • Esta obra é produto da dissertação de mestrado do eng. agr. Antonio Henrique Lopes Oeiras, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares (PPDRGEA) do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA, Campus Castanhal, sob orientação dos professores Rosana Cardoso Rodrigues da Silva e José Gilberto de Sousa Medeiros.
  • Esta obra foi criada com o objetivo de atender às necessidades das crianças deficientes visuais, bem como daqueles que perderam a visão na adolescência e na idade adulta. Estes indivíduos, com destreza, manuseiam os fonemas no teclado do computador, utilizando o sistema DOSVOX. O sistema DOSVOX é uma ferramenta poderosa para esses usuários. Ao acionar o teclado, eles conseguem captar o som das letras que se transformam em fonemas. Desta maneira, eles podem aprender com facilidade os diversos fonemas da língua portuguesa. O livro é estruturado com a família de cada fonema, com o objetivo de formar palavras, criar frases e textos. As histórias contidas são da própria autora, e a organização dos fonemas procura obedecer à disposição das letras localizadas no teclado do computador. A finalidade desta obra é proporcionar mais autonomia ao aluno no processo de ensino-aprendizagem. O livro foi confeccionado pensando em facilitar e enriquecer a experiência de aprendizado desses indivíduos.
  • Este livro mergulha no centro do furacão, explorando o que impede a mudança do atual cenário político eleitoral. Ele examina como a construção do cidadão, de sua persona e de seu papel de seguidor revela como as dinâmicas sociais e psicológicas moldam narrativas que nem sempre são fidedignas da realidade. Com uma linguagem envolvente e insights profundos, o autor desafia o leitor a refletir sobre sua própria jornada de autoafirmação, pertencimento e impacto na sociedade. A obra é uma leitura indispensável para quem busca compreender como fazer da política uma ferramenta de mudanças e transformações sociais. O autor, Arnaldo Castor, revela a dinâmica política que transforma identidades e desvia opções conscientes. O livro acompanha três camadas de uma mesma pessoa: o cidadão, a figura que ele assume na tela e o seguidor em que se revela, comentando e desafiando o leitor a mudar essa narrativa. A cada capítulo, ferramentas e evidências são demonstradas com propriedade e humor, tornando esta obra uma referência para todos que almejam construir uma sociedade mais justa e próspera. A realidade caótica do cenário político é pinçada com ironias afiadas e encontros desconcertantes, abrindo espaço para reflexões e reavaliações de conceitos. Este livro é uma verdadeira carta de alforria!
  • Este livro investiga as profundezas da mente humana para revelar como crenças limitantes — especialmente aquelas oriundas de contextos religiosos, culturais e familiares — moldam comportamentos, bloqueiam o potencial humano e perpetuam sofrimentos psíquicos silenciosos.

    Partindo do conceito de “dogmas invisíveis”, o autor analisa como ideias aceitas como verdades absolutas, muitas vezes herdadas sem questionamento, se instalam no inconsciente e passam a determinar escolhas, relacionamentos e a visão de mundo do indivíduo. Crenças como “sofrer é necessário para evoluir”, “dinheiro é pecado”, “sexo é sujo”, “obedecer é sempre virtude” ou “questionar é desrespeito” regem a vida de muitas pessoas com a força de mandamentos sagrados — embora nem sempre sejam verbalizadas.

    A obra propõe uma jornada de reflexão, desconstrução e liberdade psicológica. Com base na psicanálise, hipnoterapia, programação neurolinguística (PNL) e estudos sobre transgeracionalidade, o livro explora casos clínicos fictícios — inspirados em padrões reais — para ilustrar como esses dogmas invisíveis se formam e como podem ser ressignificados.

    Mais do que um estudo técnico, é um convite ao despertar da consciência. Com um olhar crítico e libertador sobre as estruturas de pensamento que aprisionam o ser humano sem que ele perceba, o autor instiga o leitor a revisar suas próprias crenças e construir uma nova narrativa de si mesmo — mais livre, autêntica e próspera.

  • Compreender questões étnico-raciais e transidentidades é um desafio. Microcosmos da sociedade refletem e reforçam preconceitos e exclusões. No entanto, determinados grupos sociais vêm desafiando o status quo por meio de políticas públicas afirmativas, alcançando visibilidade e promovendo mudanças. Urge atentar sobre as disputas de poder na implementação de currículos, destacando a necessidade de valorizar identidades específicas. É crucial reconhecer as diferenças dentro das próprias diferenças. A escola, sendo o primeiro acesso ao conhecimento formal, deve promover esses debates e uma educação pós-crítica. O presente livro aborda essas questões em quatro capítulos, defendendo uma formação permanente que questione modelos patriarcais, capitalistas e neoliberais. Os autores exploram como um currículo pós-crítico pode desconstruir estereótipos e padrões binários, promovendo um multiculturalismo inclusivo. Os capítulos discutem a aplicação de currículos pós-críticos, a valorização de saberes indígenas e a realidade de comunidades afetadas pela violência. A leitura é um convite essencial para educadores comprometidos com a diversidade, inclusão e reflexão sobre as diferenças dentro das diferenças, promovendo uma sociedade mais empática e inclusiva (Gabriela Conceição de Souza).
  • POESIA, SONHO & FANTASIA. Ao tomar conhecimento do conteúdo deste livro, o leitor terá uma boa oportunidade de fazer uma longa e maravilhosa viagem colorida pelas estradas da sua própria imaginação. A poesia possibilita o leitor a interpretar as mais diversas situações vividas por outras pessoas apaixonadas. E foi com essa pretensão que este poeta escolheu um bom número de poemas que possam contribuir com o bom relacionamento entre os amantes que sonham fazer parte dos contos de fadas com príncipes encantados. A poesia é pura fantasia para quem ainda acredita na magia do amor. Se viver é a arte de amar, então, caro leitor, siga a vida amando e sendo feliz. Que assim seja! Antônio Galdino