• Zélio Araújo, desde a juventude, mostrou-se engajado em movimentos políticos de seu município, mesmo antes de ter idade para votar. Seu envolvimento com a comunidade se estendia a parentes e amigos. Aos 18 anos, serviu às Forças Armadas, especificamente ao Exército, como soldado no Pelotão de Operações Especiais (Pelopes). Este período de sua vida foi marcado por um forte senso de dever cívico, servindo à pátria como brasileiro e cidadão. Já na fase adulta, Zélio trabalhou como operário em uma multinacional. Durante esse tempo, participou ativamente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e também como membro da Comissão do Círculo de Qualidade (CCQ). Sua participação nessas comissões demonstra seu compromisso com a segurança e a qualidade no ambiente de trabalho. Na segunda metade da década de 1980, Zélio participou do Movimento Sindical dos Químicos e Abrasivos da Região, que incluía as cidades de Campinas, Valinhos, Paulínia e Sumaré. Além disso, em meados dessa mesma década, fundou e presidiu uma associação de moradores de bairro. Sua liderança foi reconhecida em três mandatos distintos, que ocorreram na metade e no final da década de 1980 e na metade dos anos de 1990. Zélio também foi fundador e presidente do Conselho das Associações de Bairro e Entidade Congêneres de Sumaré/SP (Consabs) na segunda metade da década de 1990. Zélio também teve uma carreira significativa no serviço público, atuando por sete anos em várias posições, incluindo administrador regional (subprefeitura), assessor técnico, diretor de auditoria e gerente de engenharia de projetos. Em 2015, ele retomou seu envolvimento com as associações e, em 2024, com o Consabs. Além de sua carreira no serviço público e ativismo comunitário, Zélio também trabalhou como advogado por sete anos. Ele atuou na Defensoria Pública do Estado de São Paulo através do Convênio OAB-Defensoria Pública. Além disso, serviu como conciliador/mediador judicial da Comarca de Sumaré/SP. Essa experiência legal complementou seu compromisso com a comunidade e a justiça social.
  • A fada do contrário”, primeiro livro da professora Rosi Flor, encantou os leitores com seu texto lúdico e repleto de sentimentos, sendo recebido com aplausos pela crítica e pelo público. Em seu novo livro, “Era uma vez, Berenice”, Rosi Flor se consolida como um dos grandes nomes da literatura infantil paraibana, ofertando um texto poético, suave e fluído, que encanta na primeira leitura e leva a repetidas, constantes e prazerosas releituras. Berenice, a lagarta, exala simpatia e deixa impregnado na alma do ledor lições imperecíveis, como a força da amizade, a solidariedade da união e, finalmente, a vitória do belo – Dostoiévski lembrava que “a beleza salvará o mundo”. Se o poeta norte-americano Pound falava que o vento é o paraíso, Berenice leva a uma leitura deliciosa e apaixonante, e prova que, na verdade, o vento é o caminho, o verdadeiro paraíso é a amizade, nesta obra que é um assombro do prodígio de sua autora. Destaco também as ilustrações de Edilza Florêncio e Juliana Aline, que findam por transformar o livro “Era uma vez, Berenice” num deslumbrante objeto de arte. Thélio Queiroz Farias (advogado e escritor, Thélio Farias é Presidente da Academia de Letras de Campina Grande e membro da Academia Paraibana de Letras)